quarta-feira, 25 de maio de 2011

e mais sketches




E estes são sketches mais recentes.

mais sketches





Mais uns rabiscos pra não morrer o blog como morreu o desafio. Ou não. Pretendia retomar, mas não sei quando. Por enquanto posto estes sketches meio antigos.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Fatos reais


desenho de 2004. Não mudei muito desde então.



- Cadê a resenha?
- Não escrevi, fiquei com medo. O medo paralisa, sabe como é.
- Paralisa a inteligência ficar repetindo clichês, isso sim.Medo de quê?
- ... de... revelar a minha ignorância, minha limitação intelectual. Fiz uma breve pesquisa e constatei que me falta base para escrever uma resenha do jeito que gostaria de ler, caso a visse publicada por aí.
- Ok, breve pesquisa aonde?
- ... ué, aonde mais senão no Google?


O silêncio e o olhar, o sorriso de escárnio se formando. Antes que o professor respondesse, sacou rápido:
- Mas eu sabia que não era o suficiente. Que devia ter ido à biblioteca, visto livros, pesquisado mais a fundo.

- "Visto" livros ou "lido" livros?

- O senhor entendeu o que eu quis dizer. Mas não tive tempo. E tenho tanto medo de escrever e expor uma idéia pífia, que prefiro me abster.

- Mas este curso é de crítica de arte, como espera concluir o curso sem praticar a crítica?

- Me satisfaço só assistindo a sua aula.

- E vendo livros? Passando rapidamente por assuntos no Google? Com que intenção se matriculou neste curso?

- Queria conhecer o que faz um Crítico. Passei boa parte da vida lendo-os no jornal, e várias vezes, na falta de conseguir ir a um espetáculo, uma exposição, ou mesmo ao cinema, podia me satisfazer através dos olhos e do julgamento de um bom crítico que conseguia ver coisas que eu jamais veria.

- E nisso você deixou de ter as suas opiniões. Parou de pensar por si?

- Bom, nunca fui muito confiante nas minhas capacidades mentais. Já tive um estranho me chamando abertamente de "Burra" em menos de 5 minutos de convívio, e aceitei o veredicto. Mais tarde um ex-chefe (para quem trabalhava há um mês) confirmou. Fora que nunca me senti capaz de engatar 2 minutos de conversa. Mas tenho opiniões sim, e bem fortes, só que a respeito de mim mesma.

Sorria pensando que conseguira um fio de dó. Era disso que vivia, afinal. Queixava-se de tudo na vida: do frio no inverno, do calor no verão. Nunca se preocupou mais com o próximo do que com a sua auto-destruição. Isso sim tomava 90% de seu tempo, quando não se distraía na Internet, tentando levar a mente a outras pradarias longe daquele chicote imaginário que usava para se açoitar, o couro de palavras mais duras que nem inimigos lançariam. Imaginava-se caída, morta, e pessoas conhecidas murmurando sobre como já foi tarde. Sentia um prazer confirmar que sua vida foi desprovida de significados na vida dos outros, e que partia sem remorsos. Nem o cachorro sentiria sua falta.

Esperava uma resposta, talvez um afago. Mas nem em uma conversa imaginária conseguia boas respostas, afinal não estava à altura da inteligência e capacidade de argumentação que seus interlocutores teriam na vida real. Na sua imaginação limítrofe, até Shakespeare teria a eloquência de um Zina. Conformou-se com o fato de não ter uma resenha para entregar ao professor, pensou no diálogo que não teria com ele, entre tantos diálogos já imaginados e jamais iniciados, e saiu rumo à aula de mãos abanando.

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Uma triste atualização neste texto, em 31/01/2011: não fui à aula de mãos abanando. Faltei por vergonha. Perdi uma aula riquíssima graças à inteligencia do professor e a facilidade com que comunica tamanha bagagem cultural aos alunos. Sete meses depois, esse professor, que era também um escritor e jornalista brilhante (só me inscrevi nestas aulas pois era leitora assídua de sua coluna no jornal.) faleceu, repentinamente, levado por um AVC aos 41 anos. Perdi a oportunidade única de ter um texto meu avaliado por ele, achando que teria outras chances, já que a vida parecia seguir e ele daria outros cursos, um deles eu me matricularia e faria até o final depois de passar por um psicanalista que resolvesse meu problema de autocrítica destrutiva. Mas a vida - ou a morte - não esperou.

"a gente perde tanto tempo e tantas oportunidades, nao é?" É, Fabi... Engraçado que eu lia os textos dele, às vezes não concordava, às vezes concordava com um sorriso, me emocionava, e nunca fiz um comentário no blog dele. Às vezes eu penso que vivo na mesma época que um monte de gente que admiro, e o que me impede de tentar um contato, trocar uma idéia, fora a vergonha que me assola?

segunda-feira, 7 de março de 2011

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A menina de saia

Não posso negar o pedido de alguém tão ilustre, portanto... o desenho que estava atrás do pudim:


Era só uma idéiazinha para umas personagens meio "garotas más" pra uma historinha bem bobinha que rondava a minha cabeça, acho que andei vendo Hellen Jo demais, só não sou foda igual a ela, as minhas saíram chinfrins, bem aquelas meninas que cabulam uma aula aqui e outra lá e não se matam de estudar para passar numa USP da vida, por isso eu tinha escaneado mas ficado com vergonha de postar. I hope you're not disappointed.

Link pra HQs e outros trabalhos da Hellen Jo: http://helllllen.org/

E o challenge... eu empaquei no "turning point in your life". É ruim demais ser pessimista, a vida tem esses turning points, e quem pondera muito acaba perdendo. E quem se joga, às vezes pode se ferrar e voltar ao zero. Não vou falar qual sou eu, pois abre espaço para mimimi.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Sketch

Sketch nada a ver com o texto

E mal começo o ano, já pulo o Challenge =P Quem sabe posto antes da meia-noite, mas acho difícil. Hoje é dia de ir tomar ozoni na casa de minha mãe, tradição de início de ano que acabei pulando em 2010, o que não tornou o ano uma desgraça, mas foi um pouco menos gostoso: foi um ano sem mochi.

2010 foi melhor que 2009, que foi imensamente melhor que 2008, que deve ter sido um dos piores anos da minha vida (culpa minha mesmo, fazer o que. Não é à toa que peço um pouco de maturidade a Papai Noel todo ano, e ele põe carvão na minha meia. Quando eu aprender a usar o carvão de maneira apropriada, eu passo a gostar do presente)

Não vou fazer um Top 5 dos piores anos de minha vida, mas enquanto tiver 2008 para comparar, acho que terei bons anos por um tempo.

Em 2009, fui à minha primeira FIQ e foi como se tivesse tido um insight. Em 2010, fui à primeira Rio Comicon. Entre os dois eventos, comecei a fazer os Quadrinhos A2 com o Paulo Crumbim, a quem tenho toneladas a agradecer, pela paciência, pelo companheirismo, pelo incentivo, os puxões de orelha... baita parceiro de trabalho e de vida, um talento maior ainda, como vocês podem ver no blog dele.

Paulo Crumbim em momento de mistério. E eu não pareço "agradecida" neste desenho, o que faz com que eu me contradiga.

Eu também tenho muito a agradeçer pelas palavras de incentivo de cada visitante do blog que deixa um comentário, seja aqui ou no twitter, pessoas que conheço, ou que terei o prazer de conhecer pessoalmente, pessoas já fodas, ultra-talentosas e generosas, e pessoas que estão como eu, fortalecendo os músculos das pernas para dar uns passos mais seguros no futuro. Vocês são demais.

Tá parecendo post de bêbado dizendo que ama todo mundo =D Ah, só pra fazer justiça a 2008, foi um ano em que conheci muita gente boa e talentosa. Sou uma pessimista que sabe apreciar o que há de bom também.

E Feliz 2011 mais uma vez!

sábado, 1 de janeiro de 2011

30 Day Drawing Challenge - Day 10 - Fav. Candy






Muito muito tarde, posto um rabisco burocrático como o primeiro do ano. Belo início de ano, não? Desculpe, não consigo manter um humor estável no modo "bom". Retomando o 30 day challenge (que já virou 30 months =P) pra ver se paro menos coisas pela metade neste ano. Ao menos algo eu tenho que terminar, né? Resoluções de ano novo? Ver se entro em forma, se procrastino menos, faço mais quadrinhos e aprendo a equilibrar melhor freelas com os quadrinhos, que quero fazer cada vez mais e mais... se leio os livros que estão há anos na fila antes de comprar novos, se aprendo a agir de maneira serena e com mais maturidade, etc. etc. etc.




essa é a maturidade com que eu ajo normalmente. Um abraço a todos e Feliz 2011!

Para quem ainda não viu o cartãozinho, http://vimeo.com/18130849